19 de set. de 2026

Pedrada


Depois do Fim (After the End) - Short Film
(Escrito e Dirigido por Pedro Maciel)



 "Mas agora eu já começo um relacionamento pensando no fim, porque se a gente não durou, por que é que outro relacionamento iria durar?"

A saudade é o azar de quem teve muita sorte

7 de ago. de 2026

Eu cozinhei

 Não foi hoje, mas eu vou cuidar, eu cuidarei dele, eu vou cuidar do seu jardim.

Hoje eu acordei contente, acho que eu descobri que onde tem alguém brincando, tem feitiçaria ali.

Fica bem aí, que essa luz comprida ficou tão bonita em você daqui.

Ouvindo Exalta na quebrada. Gritando: Eu me apaixonei pela pessoa errada.

Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada, toda bossa é nova e você não liga se é usada.

Saudade só sente quem ama, quem enrama no peito a paixão, quem cultiva a amizade e o encanto nas terras do coração.

30 de abr. de 2026

13 corações preenchidos

 O título não era para ser esse, mas eu obviamente esqueci.

O post era para ser bem estilo Marshmallow, sem sentido, com o título que eu só entenderia no momento e depois ia passar despercebido, e provavelmente uma imagem aleatória que só fazia sentido pra mim.

Tô lembrando agora, acho que era sobre o filme Pefect Days, que eu vi ontem. E o título talvez fosse algo relacionado a sombras, ou à música "House of the Rising Sun". Ótimo filme.




Conversar sobre meus sentimentos e entender os sentimentos alheios é bom. Tudo mudou quando o cabelo, ele cortou.

Certo momento do dia foi intenso. Muitas trocas de contexto (10 interessantes, uns 30 no total), e eu precisava ajudar você. Pequenas doses de dopamina entre discussões filosóficas, sentimentais, banais e pessoais. 

Ignore a imagem a seguir.


4 de ago. de 2025

28 de set. de 2024

Dune: Imperium - Meu jogo favorito.

 

Queria falar de uma partida que joguei no app e achei bastante curiosa. Jogo Base + Rise of Ix, Epic Mode, 4 jogadores contra 3 IA Hard.

Eu ganhei sem pegar:

-Swordmaster

-High Council

-Tech Tiles

-Spice Must Flow

-Interstellar Shipping (não foquei na Shipping Track; fui apenas uma vez no Smuggling para dar recall, pois ganhei 2 avanços na track em um Conflito)

Esse último talvez seja o mais impressionante, por ter sido uma partida com a expansão. Acho que o fato de ser Epic Mode torna tudo ainda mais incrível, pois a vantagem de alguns desses benefícios é ainda mais evidente em um jogo mais longo.

Meu foco foi totalmente nas tracks de influência e Conflitos. Basicamente, só usei espaços de facção, espaços azuis e o Mentat. O Barão ajudou muito com essa estratégia, tanto pela influência quanto pelo Anel, que me deu muitas cartas de intriga ao longo do jogo. Uma carta crucial foi a "Sayyadina" (1 ponto por 3 águas).

Mas a estrela do jogo com certeza foi a carta "In the Shadows" (permite descartar uma carta para avançar influência). Peguei ela no primeiro turno, e por volta da rodada 5/6 já estava com 10 pontos. Só não ganhei mais cedo porque na rodada 6 (primeiro conflito nível 3) um oponente focou em ganhar o conflito e outro em me tirar uma aliança de facção. E na rodada 7, o conflito não dava 2 pontos.

Adoro como esse jogo permite improvisação e, a cada partida, explora estratégias diferentes. É possível ganhar pontos de tantas formas que, mesmo com alguns elementos sendo muito fortes e consistentes, nenhum deles é imprescindível.

Curiosidade: Eu empatei no último conflito, que era o conflito em que o segundo lugar dava 1 ponto, e era só o que eu precisava. Empatei com o oponente que ficou em segundo, que foi o que focou na Shipping Track.

Curiosidade 2: Pela primeira vez usei a carta “Weirding Way” de forma eficiente. Ela permite que você tome um segundo turno logo após usar ela. Eu fui no Smuggling com ela, peguei Spice da Shipping Track que me permitiu ir no espaço Heighliner (6 spice por 5 tropas e 2 águas) antes dos oponentes.


7 de out. de 2023

Welcome To MY World

 Tem sido um ano cheio.

Muita coisa aconteceu. Várias emoções diferentes.

Ano passado eu me senti muito feliz. Esse ano foi um pouco mais "altos-e-baixos". 

Agora as coisas já parecem estar mais encaminhadas, e volto a felicidade rotineira.

Ver a Liana animada em vir para SP fora do planejamento foi realmente fantástico.

Eu tenho anotado minhas experiências, gosto de guardar os registros.

Seguem algumas coisas que preencheram o ano até agora:
-Viagem à Cascavel/Foz do Iguaçu
-Viagem à Águas de Lindoia
-CovilCon e Doff
-Los Hermanos Musical Pré-Fabricado
-Edição de Magic do Senhor dos Anéis :D
-Show do Aespa
-Série do One Piece

 -Finalmente vi:
A Clockwork Orange
Bullet-Train
Primer
American Psycho
Battle Royale

-Filmes no cinema:
Decision to Leave
Aftersun
John Wick 4
Suzume
Guadians of the Galaxy Vol. 3
The First Slam Dunk
Old Boy :DD

Lá e Libertadores Outra Vez

O ano era 2008.

Um jovem Marco Aurélio acompanhava com os amigos a final da Copa Libertadores da América entre Fluminense e LDU em um bar perto da UERJ. Depois de passar a infância sofrendo bullying por ser tricolor, finalmente ele tinha a esperança de ver seu time ganhando um grande campeonato. 

.não foi dessa vez.

No ano seguinte, 2009, com a quase certeza de que o time seria rebaixado, Marco acompanhou indo ao Maracanã a reta final de uma reviravolta histórica. Desde então, Marco passou a ser frequentador assíduo dos jogos, torcedor fanático.

Em 2010, o Maracanã foi fechado para obras da Copa do Mundo. E Marco realizou o sonho de ver seu time ser campeão brasileiro no Engenhão. O título brasileiro veio mais uma vez em 2012.

Mas os anos se passaram, o 7x1 aconteceu em 2014 e Marco se desprendeu do futebol. 

Quinze anos depois, estamos em 2023. E o Fluminense mais uma vez está na final da Copa Libertadores da América. Depois de anos se distanciando o máximo possível do fanatismo, sentimentos mistos assombram o nosso herói.

¿será que agora vai?

29 de dez. de 2022

Eu sei que isso é o fim do mundo

Nada mudou.

Mas tudo está tão diferente.

Nada é pra sempre.

Mas isto é irrelevante.

Tudo bem, desde que te faça feliz.

Te observo de longe.

Tantos caminhos não percorridos.

Preciso quebrar o ciclo.

Obrigado por existir.

Obrigado por estar aqui.

1 de out. de 2022

Groundhog Post

Assisti ontem "The Map of Tiny Perfect Things". É um filme que segue a premissa do filme Groundhog Day, em que o protagonista revive o mesmo dia diversas vezes. Fico muito feliz que esse tipo de filme tenha ficado famoso, com vários títulos recentes com a mesma premissa. Outros que vi recentemente foram "Palm Springs" e a série "One More Time".

Recomendo para os fãs do gênero. Fiquei até com vontade de ver todos os filmes que estão marcados como time loop no imdb. XD

O tema de viagem no tempo em geral me interessa muito. Tenho vários filmes na minha lista, preciso encontrar tempo pra vê-los (talvez a solução seja voltar no tempo hehe).

Groundhog Day

The Map of Tiny Perfect Things

Palm Springs

One More Time

4 de jun. de 2022

Everything Everywhere All at Once

 Good movie is good.


Eu ouvi falar desse filme no twitter e evitei ao máximo ler qualquer coisa sobre ele, porque sabia imediatamente que eu ia querer ver. Vi com a Liana e não me decepcionei. Que filme bom. Amei demais.



Em outros tempos eu faria uma resenha mais aprofundada sobre o que eu penso sobre o filme e o que eu gostei com referências engraçadinhas. Mas eu não sou mais o mesmo. Vou me ater a dizer que o filme me inspirou a fazer esse post, pois ele tem o mesmo espírito desse blog.  Also:


Obs: O filme é dos mesmos diretores de Swiss Army Man. Que eu quero muito ver também.

Godzilla + Evangelion



Muito Irado!

Daniel (01) que me mandou.

3 de dez. de 2021

SOS (2015)

 


Essa semana a Liana me indicou um filme que eu gostei muito. Outro filme com temática LGBTQIA+, dessa vez focado na assexualidade. Eu fiquei muito empolgado para assistir porque esse espectro da sexualidade não é muito abordado em filmes, ainda mais de forma tão direta como nesse filme. Além disso, é um tema muito presente na minha vida, o que me tocou de forma especial pois me identifiquei em diversos momentos.

O filme tem apenas 33 minutos e mesmo assim consegue passar uma mensagem profunda e relevante. Ele apresenta vários simbolismos e metáforas que ajudam no envolvimento do espectador com os sentimentos da protagonista.

Um aspecto que eu adorei foi a direção de arte. Principalmente o uso sutil das cores da bandeira nos figurinos e na ambientação. Pequenos detalhes que pra mim fazem toda a diferença. Eu gosto muito de filmes que se importam com esse tipo de detalhe. Eu sinto que de certa forma filmes assim são mais "completos". 

Acho que a abordagem desse tipo de tema é muito importante para que mais pessoas tenham acesso e conheçam mais sobre esse assunto, que é praticamente invisível e muitas vezes apagado dentro da nossa sociedade. Representatividade é muito importante.

13 de out. de 2021

Between the Seasons (2018)


Desde que conheci a Liana, por influência dela, eu comecei a ver mais filmes e séries com temática LGBTQIA+. Sinto que essa influência foi muito boa, eu pude conhecer diversos filmes que eu gostei e que eu dificilmente veria se não fosse por indicação dela. 

O último filme que ela me indicou foi Between the Seasons, e me surpreendi com o quanto eu gostei dele. Um filme delicado que trata de assuntos muito importantes.

Eu gosto muito de romance em geral, mesmo que seja clichê. Duas das minhas características preferidas de romances estão presentes no filme:
1-O amor inocente. A inocência do primeiro amor. A descoberta dos sentimentos, o frio na barriga, a timidez e incerteza se a outra pessoa vai gostar ou não. A vontade de agradar o outro e ficar junto independente de ser recíproco ou não. 

2-O amor fraternal pleno. Amor que transcende as impulsividade e desejos e entende o que é melhor para os dois. Que entende o que é melhor a longo prazo, mesmo que isso implique em sacrifícios e sofrimentos momentâneos.

Além disso, eu gosto muito de plot twists. E talvez esse fosse até fácil de perceber para algumas pessoas, mas me pegou muito de surpresa e foi muito legal. Uma supresa emocionante.

Já é um dos meus filmes favoritos, recomendo.

Man in Love (2021)

Is my love too much? Or is it just enough for you?

1 de out. de 2021

Xadrez

Eu já joguei muito Xadrez. Hoje em dia não gosto tanto de jogar. Resolvi escrever um pouco sobre minha experiência pessoal com o jogo.

Xadrez é um jogo que eu gosto e respeito muito. Tem grande importância na minha vida por me introduzir a jogos competitivos. Eu jogava muito Xadrez quando era mais novo por causa dos campeonatos que tinhas durante as Olimpíadas do colégio. Eu participei por 5 anos seguidos, fui medalhista em todos (3 Ouros, 1 Prata e 1 Bronze).

Nessa época eu jogava com as pessoas por diversão também, jogava bastante com amigos e familiares, principalmente meu primo Ken, era bem legal. Porém, depois de um tempo começou a ser muito competitivo. Passou a fase de jogar por diversão, pra explorar e experienciar o jogo e virou só sobre quem é o melhor jogador, quem estudou mais, quem está prestando mais atenção. E isso me deixa muito estressado na hora de jogar a ponto de tirar a graça dele. Precisa ter algum outro aspecto que me divirta em um jogo pra eu topar passar por esse tipo de situação competitiva estressante.

Xadrez é possivelmente o jogo mais famoso do mundo. Admiro muito essa popularidade quando vejo referências ao jogo na cultura popular. Um jogo com regras relativamente simples, mas incrível profundidade estratégica. Junto com o Go está entre os jogos abstratos clássicos que eu mais me fascinam. A comunidade competitiva do jogo é incrível, foi o responsável pela criação do sistema de Elo e existem muitos livros e estudos sobre a estratégia do jogo.

A simplicidade traz diversas vantagens, como tornar o jogo mais acessível. É muito fácil de ensinar o jogo para qualquer pessoa. Talvez seja uma das razões da sua popularidade. É bem legal ter a possibilidade de jogar com pessoas que não são tão fãs de outros jogos em geral, mas conhecem Xadrez. Ao mesmo tempo, ele não é simples o suficiente para ser fácil de resolver (como Damas), o que deixa ele muito mais interessante de explorar. Já aconteceu recentemente de eu ficar ofendido quando me disseram que preferiam Damas a Xadrez.

Essa simplicidade entretanto também tem suas desvantagens. Ser abstrato e ter pouca variância é ótimo para o ambiente competitivo, porém para quem curte variedade de experiências, ele perde a graça rápido. E para quem curte jogar em um nível razoavelmente competitivo, jogar com pessoas de níveis diferentes de habilidades não fica muito divertido. Claro que uma das vantagens de ser um jogo antigo com uma comunidade enorme é que existem variantes que tentam corrigir diversos desses problemas, e eu acho isso muito interessante também, mas eu não me sinto interessado em explorar essas possibilidades tendo outras opções de jogos disponíveis.

Hoje em dia eu sinto que existem 3 possibilidades quando eu vou jogar um jogo de Xadrez:
1-Eu jogo com alguém melhor que eu e fico frustrado de não conseguir chegar no mesmo nível.
2-Eu jogo com alguém pior que eu e acho sem graça por não ter desafio.
3-Eu jogo com alguém no mesmo nível que eu e o jogo é ao mesmo tempo repetitivo e estressante pelo alto nível de competitividade. Uma jogada errada pode acabar com o jogo imediatamente.

Recentemente eu joguei com a Liana e foi muito divertido. Mas foi muito mais por que eu queria jogar e passar tempo com ela, do que por que eu queria jogar Xadrez em si.

Por fim, vou listar alguns motivos pelo quais Xadrez não me encanta mais, para dar uma ideia do que eu sinto:

-Sinto que já terminei de explorar o jogo
Eu tenho total noção de que eu estou longe de ser bom em Xadrez, mas eu sinto que para melhorar eu preciso dedicar muito mais tempo do que eu estou disposto. Além disso, eu já joguei tanto o jogo que em termos de mecânicas eu não me surpreendo com as situações que aparecem. Eu sinto que seria possível eu ver mais graça se eu começasse a estudar mais sobre a estratégia do jogo. Eu começaria a explorar o que essas diferentes estratégias trazem ao jogo, principalmente quando postas umas contra as outras. Mas novamente, muito mais tempo do que eu tenho disponível. 

-Prefiro jogar jogos com mais pessoas.
Eu não curto tanto jogos competitivos para 2 pessoas pelo fato do foco ser muito na competição. Uma pessoa vai ganhar, a outra vai perder. Com mais gente você sempre pode pelo menos compartilhar a derrota com outras pessoas. Mesmo que o jogo tenha opção 2p, eu normalmente vou preferir jogar com mais jogadores.

Por exemplo, Race for the Galaxy é muito bem conceituado pelo modo 2p (inclusive recomendo pra quem curte jogos 2p competitivos), é o modo favorito de muitas pessoas. Só que eu sempre vou preferir jogar com mais pessoas. 

Em jogos com mais pessoas eu consigo abstrair quem vai ser o vencedor por que a chance de ganhar não é tão alta. Eu jogo pra estar com meus amigos e pra passar por experiências divertidas. Claro que eu jogo pra ganhar e fico chateado se eu fico para trás, mas toda a diversão que o jogo trás fora da competitividade me deixa feliz por si só. Interação social, diferentes formas de jogar, sentir que eu estou construindo algo, etc...

Vale também citar os jogos cooperativos, que são uma outra forma de experiência totalmente diferente e também muito divertida.

-Prefiro jogar outros jogos para 2 jogadores
Agora, se eu não curto tanto a competitividade, por que eu gosto de jogos 2p que não são o Xadrez? 

Bom, todos eles trazem formas diferentes de jogar, experiências novas que me fazem querer explorar pelo menos um pouco mais do que o Xadrez, que eu já passei há muito tempo da fase de exploração.

The Lord of the Rings: Confrontation, Santorini, 7Wonders Duel, Patchwork, Onitama e Jaipur são exemplos de jogos que eu tenho mais vontade de jogar do que o Xadrez, caso eu queira uma experiência 2p.

-Prefiro jogar torneios de Magic: The Gathering
Este talvez seja o principal motivo de eu não me interessar por Xadrez e também de não ser tão fã de jogos 2p em geral. O Magic, principalmente constructed, já ocupa o espaço de jogo competitivo que eu preciso na minha vida. Eu gosto de explorar o formatos (Legacy, Modern, Historic...), ver as diferentes estratégias evoluindo, experimentar os decks, assistir e ver resultados de torneios, estudar artigos, acompanhar fóruns, etc... É um jogo em constante evolução.

Quando estou jogando em um torneio de Magic a emoção e tensão de cada rodada e partida é fantástica e indescritível. Acho que só quem curte competição e joga torneios vai entender do que eu estou falando. Ganhar é muito bom. E por mais que outros jogos também ofereçam esse mesmo tipo de experiência, eu sinto que dividir minha atenção entre múltiplos jogos competitivos, tira meu foco e atrapalha minha performance no Magic.

Mas é interessante que eu gosto de jogar em torneios, mas fora de torneios não sinto a mesma coisa. Jogar partidas isoladas por diversão eu já não curto tanto. Às vezes é necessário para playtestar, mas o fato da partida não valer nada tira um pouco da graça pra mim. Não que eu não faça, mas é tão diferente que eu prefiro evitar. No Magic Arena, por exemplo, eu gosto que cada partida ajuda a subir de ranking, ou é dentro de algum evento que você precisa atingir X vitórias. Mas eu dificilmente chamaria alguém pra jogar sem valer nada. 

27 de set. de 2021

Quem é Marco Aurélio?

Meu nome é Marco Aurélio Nacao de Moura Portugal. 

Marco Aurélio é o nome de grande amigo dos meus pais na época de meu nascimento. Nome de imperador romano. É um nome que eu acho muito bonito. É também incomum o suficiente para não conhecer muitas pessoas que compartilhem o nome comigo e eu vejo valor nisso. Conheço muitos Marcos, mas Marco Aurélio é um pouco mais raro.

O sobrenome Nacao vem da família da minha mãe, descendentes de japoneses. A grafia correta seria "Nakao", mas um erro no registro há muitos anos se manteve por diversas gerações. Hoje em dia se eu tentasse corrigir, sinto que eu perderia um pouco da conexão com a minha família.

De Moura Portugal vem da família do meu pai, descendentes de italianos e portugueses. Lembro que quando comecei a assinar meu nome eu abreviava o Moura para "M." e minha vó, muito vaidosa, veio conversar comigo me cobrando por abreviar justo o nome da família dela (Portugal é do meu avô). Desde então eu assino meu nome completo: Marco Aurélio Nacao de Moura Portugal. 

Meu nome rima e eu acho isso muito irado. 

Marco Aurélio Nacao
de Moura Portugal
Não apenas um oriental
Uma pessoa sem igual

Minha família sempre me chamou de Marco ou Marco Aurélio. Muitos parentes me chamavam de Marcão quando pequeno, alguns até hoje (acho que na época era para diferenciar do amigo do meu pai que era conhecido como Marquinho). Eu gostava muito do paradoxo. Pois eu era pequenino e me chamavam com aumentativo, sempre me senti muito querido quando chamado assim. Depois de um tempo em alguns grupos comecei a ser chamado de Marquinho, em outros de Nacao e até mesmo Portugal (ou Portuga). 

Entretanto, sem dúvidas, o apelido que mais me marcou a minha vida inteira foi "Japa". Eu costumava achar engraçado e contar para as pessoas como em diversos grupos diferentes meu apelido sempre acabava sendo "Japa", mesmo os grupos não se conhecendo. Hoje em dia eu tenho mais noção que é consequência de eu não ser lido como uma pessoa branca. Eu até comentava que não achava que tinha o fenótipo asiático tão marcado quanto outras pessoas, como minha mãe e outros parentes, de forma que me sentia deslocado em ambos os grupos. 

É bem verdade que em diversos grupos esse apelido foi herdado. Ao me integrar em um grupo novo com pessoas que já me conheciam como "Japa" por causa de outro grupo, era natural que meu apelido nesse novo grupo se mantivesse. 

Isso nunca foi um problema, quem me conhece há muito tempo sabe que eu me apresentava com esse apelido, eu sempre usei em diversas contas na internet, seja em jogos, perfis em redes sociais e até mesmo no nome deste blog (MisterJaPa). Eu inclusive utilizava variações em outros contextos (MagicJaPa, SuperJaPa, etc...) e brincava com jogos de palavra (Japamilanês, Tapa na Jarra...). Mas uma coisa que sempre me incomodou era que algumas pessoas que me conheceram como "Japa" não sabiam, ou não se importavam em saber meu nome.

Meu nome não é "Japa"
Aqueles que prestam atenção aos detalhes vão perceber que nos últimos anos eu comecei a alterar meu apelido em todas as plataformas. MagicJetPack foi o que eu escolhi por manter as letras MJP (de MisterJaPa e MagicJaPa) e ressignificá-las. Magic é meu jogo preferido de todos os tempos e Jet Pack é uma máquina que simboliza um dos sonhos mais antigos do ser humano: Voar. A junção dos dois também alude a uma das leis de Clarke: "Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia.".

Mas o que motivou essa mudança? O que mudou? 

Primeiramente, o motivo pelo qual eu não via problema no apelido "Japa" e o abracei tem a ver com minhas particularidades e individualidades. Eu cresci no Rio de Janeiro, onde a comunidade japonesa não é tão grande, então apesar de conhecer algumas pessoas amarelas, eu nunca fui muito próximo de descendentes de japoneses fora da minha família. Eu era sempre "O Japa", era algo único e especial que eu gostava. Principalmente, por que eu realmente sou descendente de japoneses, me identifico e gosto da cultura japonesa e sempre tive orgulho disso, até mesmo por eu me encaixar na maioria dos estereótipos. Além disso, ser chamado de "Japa" sempre fez muito mais sentido pra mim do que os outros apelidos que colocavam em mim, como "Jaspion", "Jiraya", "China" e "Jackie Chan". 

Algumas pessoas me perguntavam como eu preferia ser chamado, acredito que por entenderem os estereótipos que o apelido carrega. Eu costumava dizer que preferia ser chamado pelo nome mas não ligava de ser chamado de "Japa" por estar acostumado. Eu entendo alguém próximo ainda me chamar assim, pois ele foi parte da minha identidade por muitos anos e eu entendo o quanto pode ser difícil para as pessoas mudarem certos hábitos. Eu também sempre achei carinhoso quando utilizam variantes como "Japito", "Japolino", entre outros.

Só que quando eu comecei a conviver com mais pessoas amarelas, comecei a entender mais sobre o que é ser amarelo no Brasil. Comecei a ler, ouvir e estudar sobre o assunto e me colocar no lugar de outras pessoas. Mesmo que eu não ligue de ser chamado de "Japa", muitos amarelos não gostam. Tanto pelo estereótipo que o apelido carrega, como muitas vezes por não serem nem descendentes de japoneses. Eu permitir que me chamem assim, pode fazer as pessoas assumirem que não há problema em chamar outras pessoas amarelas dessa forma. É muito importante que tenham consciência do quanto esse apelido pode ser ofensivo para algumas pessoas, mesmo que não seja pra mim. 

Mas o principal mesmo, foi começar a ouvir mais pessoas que me chamarem pelo meu nome. Eu comecei a perceber o quanto eu gosto de ser chamado assim, o quanto eu me sinto alguém com uma identidade única. Eu sou uma pessoa, eu tenho um nome, e não apenas um apelido genérico, minha individualidade é respeitada.



PS: Por algum tempo eu tenho um rascunho deste post guardado no blog para escrever sobre esse assunto. O que me incentivou para finalmente terminar de escrever foi uma entrevista da atriz Ana Hikari para o programa Sexta Black da Luana Génot.

Destaco um trecho do início do vídeo, quando ela se autodeclarou: "Brasileira, amarela, bissexual e Ana Hikari. Acho que é importante falar o nome, já que as pessoas geralmente tiram o nosso nome e acho que meu nome faz parte da minha identidade."

Eu me identifiquei demais com essa frase. Me tocou de uma forma muito profunda. Recomendo também outro vídeo do mesmo programa que também fala sobre questões raciais da identidade amarela.

19 de set. de 2021

Eu não gosto. Eu não jogo?

Estou pra escrever esse post faz tempo, mas passou tanto tempo que esqueci exatamente sobre o que eu ia falar, não sei o que vai sair. Mas o resumo é: Meu gosto por jogos é bem específico, e tem muitos jogos populares que eu simplesmente não curto.

O que eu não gosto em jogos?
Eu não gosto de RPG. Tanto de mesa quanto digitais. Não gosto de jogos em que você faz sua própria história, ou que você precisa interpretar ou viver outro personagem. Não é algo que apela pra mim. Viver minha própria vida já traz ansiedades, incertezas e problemas suficiente, não me sinto bem vivenciando isso por outra pessoa.

Mas não é só isso. Jogos em que a história é um dos pontos chave em geral não me atraem, mesmo que não tenha tanto elementos de RPG. Jogos de video game single player em geral (action/adventure) entram nessa categoria também. Claro que não dá pra englobar tudo, mas acho que dá pra entender do que eu estou falando, jogos populares costumam ser adventure/action que contam algum tipo de história. Isso não me atrai. (Mas e Pokémon? Já joguei muito, mas foi um ponto fora da curva. Hoje em dia fico triste só de pensar que nem terminei o último que comecei.)

É curioso, pois eu adoro cinema e quadrinhos além de ser fã de livros. Hoje em dia perdi o costume de ler livros, mas gosto de uma boa história. Mas eu curiosamente não gosto de viver essas histórias, eu gosto de ter um ponto de vista de espectador. Talvez um grande problema não seja só sobre "experienciar" o jogo, tem também o quanto o jogo consome de tempo e eu saber que teria que parar no meio de alguns.

Aqui eu posso comparar com séries. Por mais que eu goste muito de algumas séries, eu não consigo ter tempo de ver todas as séries famosas que todo mundo conhece e recomenda. E por causa disso eu não consigo nem começar a ver algumas. Eu não gosto da ideia de começar a ver uma série e não terminar. E isso se encaixa com esse tipo de jogo. Se eu gastei boa parte do meu tempo pra descobrir a história, eu vou ficar chateado de não terminar. E se é muito provável que eu não vá terminar, eu me desinteresso.

Mas não dá pra aproveitar só as mecânicas? Não dá pra ficar satisfeito mesmo sem terminar? 
Talvez seja algo que eu tenha que me perguntar mais. Mas por enquanto a verdade é que eu não curto.

Também não curto jogos que exigem muita coordenação motora e destreza. Eu sou péssimo, então me frustro rápido. Jogo sempre no modo mais fácil possível e, mesmo assim, perco.

Jogos single player que eu curto incluem Mario e puzzle games em geral. Muitos jogos indie se encaixam nessa categoria. Se for para jogar algo sozinho, prefiro algo curto e simples. 

O que eu gosto em jogos?
Regras simples. Sessões únicas. Profundidade e variedade estratégica.

Eu gosto de decisões interessantes que levam a estratégias diferentes. Cada jogo dentro do mesmo sistema pode ser muito diferente de acordo com suas decisões, ou simplesmente com um setup inicial diferente. 

Gosto também de interação com outras pessoas, pois em geral isso traz profundidade estratégica, você precisa fazer sua estratégia em volta de outras estratégias criadas e adaptadas por pessoas reais, então existe sempre espaço para tentar estar à frente dos seus oponentes.

Tendo a preferir jogos em turnos por exigir apenas habilidades intelectuais.

Alguns mecanismos que me trazem essas sensações boas são:
-Draft
-Worker Placement (que nada mais é que um draft aberto de ações)
-Deck building
-Engine building
-Tableau building
-Auto battler
-Roguelike 
-Asymmetric factions
-Trick taking


Por fim, alguns jogos que gosto muito, para dar uma ideia geral do meu gosto:
Magic: The Gathering (Constructed e Limited)
Race for the Galaxy
Terraforming Mars
Hearthstone Battlegrounds
Agricola/Caverna (Com Draft ou Raças assimétricas)
Dominion
Slay the Spire
Scythe
Twilight Imperium 4th Edition
One Night Ultimate Werewolf
Orléans
Super Crate Box
Tichu
FTL
Into the Breach
Super Smash Bros.
Overcooked

18 de set. de 2021

Roteiro Adaptado

Cinema é sobre sensações. Diversidade é importante. Te amo, meu querido irmão!

PS (19/9/2021):
Eu gosto bastante de roteiro em geral. Apesar de também gostar de outros aspectos e saber apreciar isso. Como falei, gosto muito de várias formas diferentes de fazer cinema, não tem algo que não me encante. Tem filmes que eu gosto por poder ver sem pensar, filmes que eu gosto por ter um roteiro muito fora da caixa, filmes que eu gosto por me passarem sensações diferentes.

Acho que cinema é minha forma de arte preferida. E em termos de entretenimento só perde pra jogos. Eu gosto muito de roteiros que me surpreendem de alguma forma. Não só por serem inteligentes ou terem plot twist, mas as vezes por mostrarem algo que eu não estou acostumado, ou me trazerem reflexões que eu nunca iria pensar sozinho.