
A verdade é o que o filme instiga, incomoda e impressiona.
"Eu gostei."
Isso eu posso dizer. Aliás, é o máximo que eu consigo gritar. O que guardo é bem mais denso e complexo, no entanto.
Sinto que faltou responsabilidade moral. Não é obrigatório em nenhuma obra, isso eu concordo plenamente. Assim como proibir jogos violentos não é a solução. Existe uma recomendação, e expectativa de supervisão parental.
Porém, esse é um filme de quadrinhos, de massa. O que induz inadvertidamente uma expectativa. Mas meu problema obviamente não é com as crianças. Só que faltou aí um soco do Batman.
Não pelo bem contra o mal, que de fato não é essencial. Mas por ser uma preocupação tão real e atual.
Eu senti muito um Requiem for a Dream. Apesar das referências mais diretas serem Taxi Driver, The King of Comedy, Dog Day Afternoon entre outros filmes que eu preciso ver. Mas pelo que li, o longa destoa de suas principais referências, no mesmo ponto que me preocupou.
Vou tentar novamente:
"Um filme muito bom, porém perigoso."
O primeiro ato excruciante nos leva naturalmente para uma transição totalmente crível. E por fim, o que eu fui ver: o Coringa, o Joker. Atuação fenomenal.

Fiquei com um gostinho de "quero mais", e a maldita sensação de incompletude que permeia este post. "Alguém dá uma voadora nesse cara, por gentileza?"
Fiquei preocupado com quem não tem a mínima noção do que é arte, mesmo com "20 anos de curso".
Fiquei satisfeito de ter sido frutífero evitar os trailers. E tranquilo de não ter sentido simpatia pelo personagem em seus momentos mais perversos após sua transformação.
Afinal, ainda é só um vilão.