9 de out. de 2019

Esse documento não prova nada, prova só que o Coringa é um filho da puta!

Este vai ser meu segundo post sobre o filme, apesar do primeiro ser um pouco mais marshmelótico.


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A verdade é o que o filme instiga, incomoda e impressiona.

"Eu gostei."

Isso eu posso dizer. Aliás, é o máximo que eu consigo gritar. O que guardo é bem mais denso e complexo, no entanto.

Sinto que faltou responsabilidade moral. Não é obrigatório em nenhuma obra, isso eu concordo plenamente. Assim como proibir jogos violentos não é a solução. Existe uma recomendação, e expectativa de supervisão parental.

Porém, esse é um filme de quadrinhos, de massa. O que induz inadvertidamente uma expectativa. Mas meu problema obviamente não é com as crianças. Só que faltou aí um soco do Batman.

Não pelo bem contra o mal, que de fato não é essencial. Mas por ser uma preocupação tão real e atual.

Eu senti muito um Requiem for a Dream. Apesar das referências mais diretas serem Taxi Driver, The King of Comedy, Dog Day Afternoon entre outros filmes que eu preciso ver. Mas pelo que li, o longa destoa de suas principais referências, no mesmo ponto que me preocupou.

Vou tentar novamente:
"Um filme muito bom, porém perigoso."

O primeiro ato excruciante nos leva naturalmente para uma transição totalmente crível. E por fim, o que eu fui ver: o Coringa, o Joker. Atuação fenomenal.



Fiquei com um gostinho de "quero mais", e a maldita sensação de incompletude que permeia este post. "Alguém dá uma voadora nesse cara, por gentileza?"

Fiquei preocupado com quem não tem a mínima noção do que é arte, mesmo com "20 anos de curso".

Fiquei satisfeito de ter sido frutífero evitar os trailers. E tranquilo de não ter sentido simpatia pelo personagem em seus momentos mais perversos após sua transformação.

Afinal, ainda é só um vilão.

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